Modelo de Carta de Preposição para formalizar a representação da empresa em audiência trabalhista, com declaração de conhecimento dos fatos e poderes para transigir.
O Modelo de Carta de Preposição é utilizado para formalizar a indicação de um representante pela empresa reclamada para atuar e prestar depoimento em audiências na Justiça do Trabalho.
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A correta qualificação das partes e a expressa concessão de poderes evitam a declaração de revelia ou a aplicação de confissão ficta quanto à matéria de fato.
Neste artigo, você encontrará um modelo completo, com qualificação detalhada da empresa e do preposto, declaração expressa de conhecimento dos fatos e poderes específicos para transigir e prestar depoimento.
A Carta de Preposição é o documento pelo qual a pessoa jurídica delega a uma pessoa física a capacidade de representá-la perante a Vara do Trabalho em uma reclamação trabalhista específica.
Sua finalidade principal é comprovar a legitimidade do preposto para falar em nome da empresa, prestar depoimento pessoal e firmar acordos nos termos do art. 843 da Consolidação das Leis do Trabalho.
Modelo completo, pronto para copiar
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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DO TRABALHO DA [NÚMERO DA VARA]ª VARA DO TRABALHO DE [CIDADE]/[UF]
Processo nº [NÚMERO DO PROCESSO]
Reclamante: [NOME COMPLETO DO RECLAMANTE]
Reclamada: [RAZÃO SOCIAL DA RECLAMADA]
CARTA DE PREPOSIÇÃO
Qualificação da Outorgante e do Preposto
[RAZÃO SOCIAL DA RECLAMADA], pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº [CNPJ DA RECLAMADA], com sede em [ENDEREÇO COMPLETO DA SEDE DA RECLAMADA], neste ato representada na forma de seus atos constitutivos por seu(sua) [CARGO DO REPRESENTANTE LEGAL DA RECLAMADA], [NOME COMPLETO DO REPRESENTANTE LEGAL], [NACIONALIDADE DO REPRESENTANTE LEGAL], [ESTADO CIVIL DO REPRESENTANTE LEGAL], portador(a) da cédula de identidade RG nº [RG DO REPRESENTANTE LEGAL], inscrito(a) no CPF sob o nº [CPF DO REPRESENTANTE LEGAL],
NOMEIA E CONSTITUI como seu(sua) PREPOSTO(A):
[NOME COMPLETO DO PREPOSTO], [NACIONALIDADE DO PREPOSTO], [ESTADO CIVIL DO PREPOSTO], [PROFISSÃO DO PREPOSTO], portador(a) da cédula de identidade RG nº [RG DO PREPOSTO], inscrito(a) no CPF sob o nº [CPF DO PREPOSTO], com endereço em [ENDEREÇO COMPLETO DO PREPOSTO],
[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]
com endereço em [ENDEREÇO COMPLETO DO PREPOSTO], para representá-la na condição de preposto(a) perante esta Vara do Trabalho, nos autos da Reclamação Trabalhista em epígrafe, movida por [NOME COMPLETO DO RECLAMANTE].
[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]
O(A) preposto(a) ocupa o cargo de [CARGO DO PREPOSTO NA RECLAMADA] perante a Outorgante. na condição de preposto(a) perante esta Vara do Trabalho, nos autos da Reclamação Trabalhista em epígrafe, movida por [NOME COMPLETO DO RECLAMANTE].
Declaração de Conhecimento dos Fatos
A Outorgante expressamente declara, para todos os efeitos de direito e nos termos do art. 843, § 1º, da Consolidação das Leis do Trabalho, que o(a) preposto(a) ora designado(a) possui pleno e integral conhecimento dos fatos objeto do presente litígio, estando plenamente apto(a) a prestar depoimento pessoal e a prestar todas as informações e esclarecimentos necessários perante este Juízo, cujas declarações obrigarão a empresa proponente.
[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]
A Outorgante declara, outrossim, que a indicação do(a) preposto(a) acima qualificado(a) independe da existência de vínculo empregatício entre as partes, tendo em vista o pleno conhecimento dos fatos da lide pelo(a) designado(a), nos termos do art. 843 da Consolidação das Leis do Trabalho., tendo em vista o pleno conhecimento dos fatos da lide pelo(a) designado(a), nos termos do art. 843 da Consolidação das Leis do Trabalho.
Outorga de Poderes e Ratificação de Atos
Por meio deste instrumento, a Outorgante confere ao(à) preposto(a) nomeado(a) amplos e expressos poderes para representá-la em Juízo nos autos do Processo nº [NÚMERO DO PROCESSO], especialmente para comparecer a todas as audiências designadas — sejam de mediação, conciliação, instrução ou julgamento —, prestar depoimento pessoal em nome da empresa, responder aos interrogatórios que lhe forem formulados e prestar todos os esclarecimentos e informações sobre a matéria controvertida.
Ficam outorgados, ainda, poderes especiais para propor, negociar, aceitar, recusar e firmar termos de acordo ou transação judicial, estabelecer condições e prazos de pagamento, outorgar e receber quitação, assinar atas de audiência, termos de conciliação, declarações e quaisquer outros documentos processuais indispensáveis ao fiel cumprimento deste encargo.
A Outorgante declara, desde logo, firmes, válidos e plenamente ratificados todos os atos que o(a) preposto(a) houver praticado ou vier a praticar no regular exercício dos poderes conferidos por este instrumento na presente demanda.
Encerramento e Assinatura
Por ser a expressão da verdade e surtir os regulares e jurídicos efeitos, firma-se a presente Carta de Preposição.
[CIDADE]/[UF], [DATA].
[ASSINATURA DO REPRESENTANTE LEGAL DA RECLAMADA]
[RAZÃO SOCIAL DA RECLAMADA]
CNPJ nº [CNPJ DA RECLAMADA]
Por seu(sua) [CARGO DO REPRESENTANTE LEGAL DA RECLAMADA]:
[NOME COMPLETO DO REPRESENTANTE LEGAL]
CPF nº [CPF DO REPRESENTANTE LEGAL]
[ASSINATURA DO PREPOSTO]
[NOME COMPLETO DO PREPOSTO]
CPF nº [CPF DO PREPOSTO]
Como a Jurídico AI pode auxiliar na elaboração de Carta de Preposição
A personalização da Carta de Preposição exige atenção à correspondência exata dos dados processuais, aos limites dos atos constitutivos da empresa e à condição funcional do preposto indicado.
A Jurídico AI auxilia o profissional a organizar os dados da empresa, estruturar as declarações pertinentes sobre o conhecimento dos fatos e redigir o documento conforme as exigências processuais.
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O preposto trabalhista precisa ser empregado da empresa?
Não. Nos termos do art. 843, § 3º, da Consolidação das Leis do Trabalho, o preposto não precisa ser empregado da reclamada, bastando ter conhecimento dos fatos da lide.
É obrigatório reconhecer firma na carta de preposição?
Não. A legislação processual trabalhista não exige o reconhecimento de firma para a validade da carta de preposição, salvo se houver determinação judicial específica ou impugnação fundamentada.
O que acontece se o preposto não souber os fatos na audiência?
O desconhecimento dos fatos essenciais pelo preposto equivale à recusa em depor, o que pode gerar a aplicação de confissão ficta à empresa ré sobre a matéria fática controvertida.
A carta de preposição pode conferir poderes para fechar acordo?
Sim. É praxe e recomendável incluir poderes expressos para negociar, transigir e firmar termos de conciliação judicial em nome da empresa reclamada.
Jamile Cruz 26/09/2026
Graduanda em Direito e Marketing, pós-graduada em Direito Civil e Direito Digital. Possui experiência na redação de peças processuais, produção de conteúdo jurídico e SEO. É pesquisadora na área de Inteligência Artificial e Direito, com interesse nos impactos e desafios da tecnologia no sistema de Justiça. Inscrita na OAB/BA como estagiária, sob o nº 33984E